Há anos nós pediatras lutamos pela dignidade em nosso trabalho, por melhores condições no exercício da medicina, para que possamos ter um tempo médio de atendimento de consulta pediátrica de no mínimo quarenta a sessenta minutos por atendimento, onde segundo nobres colegas e professores como Dr. Eduardo Marcondes, nos ensinou como realizar uma anamnese, exame físico elaborar hipóteses diagnósticas e solicitação de exames complementares para após fecharmos um diagnóstico podermos dar o melhor tratamento ao nosso pequeno paciente. Pois na prática pediátrica lidamos com o binômio mãe-filho ou ainda o trinômio mãe-pai-filho, quando não participam os avós ou tios, tornando o exercício da pediatria um tano mais complexo e demorado, lembrando que a aderência ao tratamento depende de terceiros. Mas para os menos avisados e olhe que os convênios médicos se colocam nesta modalidade de não querer perceber para tirar benefícios próprios sobre o trabalho médico e cooperativas médicas que tem administradores médicos que também não enxergam ou de forma conveniente não querem enxergar o que ocorre com a pediatria no Brasil, estão tomando atitudes que tornam inevitável a diminuição dos pediatras que trabalham em consultórios e dedicam o seu conhecimento à arte de exercer a pediatria. Hoje com a remuneração que convênios praticam inviabilizam consultórios ou clínicas privadas e valorizam as consultas de pronto atendimento e impessoais, pois para manter um consultório com atendimento de convênios médicos é necessários no mínimo de vinte a trinta atendimentos dia, para termos uma dignidade para a família do médico pediatra, o que inversamente faz com que o atendimento no consultório seja muito sumário e consequentemente impessoal, ocasionando no médico uma sensação de insatisfação e de fadiga emocional, impedindo o mesmo de estudar os casos de seus pacientes e muito menos de se atualizar, desta forma o pediatra se volta a atendimentos em ambulatórios de convênios ou cooperativas ou atendimento de socorristas, onde realiza uma pediatria exclusivamente sumária e curativa dizendo adeus à pediatria preventiva e muito menos a PUERICULTURA, acabando de vez com a saúde de nosso pequeno paciente.

No ano de 2009 lembro-me de negociações com uma cooperativa médica do sudoeste goiano, onde os diretores médicos ridicularizavam nosso grupo de médicos pediatras mostrando relatórios de ganhos da cooperativa e de forma até de certo ponto humilhante demostravam por A mais B que o pediatra trazia mais usuários à cooperativa, gastavam menos, geravam mais lucros à cooperativa, mas que a mesma de forma alguma anteciparia ou criaria uma forma de remuneração melhor para a consulta de puericultura, mesmo que demonstrássemos os estudos que a Sociedade Brasileira de Pediatria enviava sobre a consulta de Puericultura a remuneração negociada com a Agência Nacional de Saúde- ANS, em uma cooperativa que tinha e tem dinheiro suficiente para realizar uma melhoria no atendimento médico pediátrico, mas a má gestão falava mais alto, estimulada pela vaidade e por orgulhos de diretores e presidentes. Este talvez tenha sido o primeiro estímulo para que um grupo de pediatras da cidade de Rio Verde se unisse e iniciassem o Movimento de Luta em Rio Verde – Goiás buscaram orientações com os Diretores de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Pediatria, advogados e promotoria pública, tomando passos em prol da defesa profissional, dignidade e melhoria na qualidade de vida e no atendimento  médico pediátrico, para um exercício completo e seguro da arte médica da pediatria e puericultura.

Em junho de 2010, escrevi uma carta à Diretoria da cooperativa médica de Rio Verde que transcrevo abaixo antes do Movimento dos Médicos Pediatras de Rio Verde, aliás sem resposta. 

 

Pediatra = Médico Especialista no atendimento de crianças (doente e/ou sadia).

Pediatria= “é o campo da Medicina que atende aos problemas da criança, isto é, ser humano em seu período de desenvolvimento – da fecundação à puberdade. Ela o faz através de duas formas por assim dizer isômeras de atividade: a Pediatria Preventiva ou Puericultura… e a Clínica Pediátrica ou Pediatria Curativa… são ambas como irmãs xifópagas, uma complementando a outra e dela necessitando”. (Professor Pedro Alcântara- extraído do Livro Pediatria Básica)

Puericultura= que cuida da manutenção das condições de normalidade

Pediatria curativa= que cuida da sua restauração quando alteradas

Procedimento médico = hoje o que se discute na Unimed Rio Verde é a liberação de um procedimento médico aos pediatras que, diga-se de passagem, já quase inexistentes, tanto o profissional médico Pediatra quanto aos procedimentos a nós Pediatras permitidos. Desta forma a direção da Unimed formadas por cirurgiões que devem brilhar na sua destreza cirúrgica estão tentando tratar e enxergar os Pediatras e a Pediatria com a mesma destreza, tentando separar irmãs xifópagas, como disse o memorável Prof. Pedro Alcântara, é impossível ao Pediatra realizar o acompanhamento da criança, ou seja, a Consulta Pediátrica sem realizar a Puericultura, portanto ao se consultar uma criança o Pediatra obrigatoriamente irá realizar em seu consultório a Puericultura, ”uma complementando a outra e dela necessitando”, porem a Unimed Rio Verde através de sua diretoria se nega a remunerar este procedimento quando o mesmo ocorre por profissionais Pediatras diferentes no mesmo mês, do desenvolvimento, logo o que deveria então acontecer seria a Unimed ela sim impedir o livre acesso dos usuários aos pediatras para a realização das consultas, o que sei seria um erro ainda maior, mas convenhamos depois que o paciente tem liberada a consulta com o pediatra é impossível ao mesmo não realizar a Puericultura, se de outra forma o fizer estará incorrendo em erro médico básico, (diferente do individuo adulto que é visto como um órgão e não como um todo). Seria a mesmo que um clínico ao avaliar seu paciente tentasse realizar diagnósticos precisos sem exames subsidiários, ou um hematologista ao avaliar um paciente solicitasse um hemograma e lhe fosse negado, pois há uma semana já houvesse consultado com outro profissional e o mesmo já tivesse realizado hemograma, e agora lhe fosse negada novo hemograma, não podemos esquecer que o indivíduo criança é um ser em desenvolvimento contínuo, amanhã será outro indivíduo. Desta forma pergunto, se uma criança realizar consulta de Puericultura com um médico Pediatra e em outro momento realizar consulta com outro médico Pediatra a consulta de Puericultura = Pediatria Preventiva = Procedimento Médico do Pediatra não deve ser remunerado? Entendo que sim deve ser remunerado sim, caso contrário a Unimed Rio Verde não estará cumprindo neste aspecto a sua “MISSÃO” afixada no hall de entrada de seu saguão, assinado pela sua diretoria e seu presidente e estará cerceando a realização da boa prática Pediátrica, impedindo o médico de receber honorários pelos seus procedimentos, e impedindo a realização de uma Medicina Preventiva tão importante quanto qualquer outra.

Neste processo estão envolvidos em primeiro lugar o indivíduo em constante desenvolvimento a CRIANÇA, nós médicos Pediatras, Diretoria Médica da Unimed Rio Verde, Médicos Auditores, Profissionais Técnicos da Unimed, Atendentes e nosso Diretor Presidente da Unimed Rio Verde. Solicito uma solução emergencial para esta situação.  Wilen Brasil Júnior.

 

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